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Cafeína e Saúde Mental

Cafeína e Saúde Mental

Responda rápido, qual a bebida que você consome nos seus inícios de manhã? Se eu precisasse adivinhar com certeza diria: café.  Essa resposta seria embasada nos vários relatórios que apontam o café como a bebida mais consumida nos países ocidentais e o Brasil como o segundo mercado mundial.

Quando pensamos nos fitoquímicos presentes, a cafeína logo vem em mente, e será ela o foco de boa parte deste texto. Todavia, é importante deixar claro que no líquido que chamamos de café, além da cafeína, há outros fitoquímicos como xantinas e polifenóis. Este fato é importante para discernir os resultados de artigos que relatam efeitos da bebida café daqueles que descrevem os efeitos da molécula de cafeína.

Assim nos trabalhos que mencionam a bebida precisamos ter claro que os efeitos são do conjunto de substâncias, sendo difícil isolar o/a responsável pelo resultado descrito. Claro, para um paciente com doença de Parkinson pouco lhe importa saber se é a cafeína, o ácido clorogênico ou a combinação de ambos que retardam a progressão da doença. Para eles mais vale entender que o consumo de café (mais de 4 xícaras ao dia) pode retardar a progressão da doença de maneira significativa.

Para saber mais, veja: Moccia M, Erro R, Picillo M, Vitale C, Longo K, Amboni M, Pellecchia MT, Barone P, Caffeine consumption and the 4-year progression of de novo Parkinson's disease, Parkinsonism and Related Disorders (2016), doi: 10.1016/j.parkreldis.2016.08.005.

 

Por outro lado, se quisermos pensar nos efeitos da cafeína enquanto molécula isolada, podemos lembrar da literatura existente mostrando resultados interessantes sobre a melhora na atenção e concentração de seres humanos. Neste caso a cafeína, cujo mecanismo de ação está correlacionado ao bloqueio dos receptores do neuromodulador adenosina, exerce seus efeitos por aumentar as concentrações sinápticas de neurotransmissores como a dopamina e a acetilcolina.

 

Para assistir um comentário mais profundo sobre o assunto, clique no link abaixo: https://www.instagram.com/tv/CFKwQQ7AxTU/?utm_source=ig_web_copy_link

 

Se há um problema com os efeitos da cafeína em seres humanos este seria a grande variação entre os indivíduos na resposta da molécula.  Tradicionalmente podemos classificar as pessoas entre os metabolizadores rápidos e lentos para a cafeína. Acredito que você conhece aquela pessoa que diz que não pode tomar café depois de determinada hora porque senão tem problemas para dormir, pois é, estas são as metabolizadoras lentas. Assim como existem aquelas pessoas que bebem o café e minutos depois vão ao banheiro a quase sentem o cheiro da bebida em sua urina, estes são os metabolizadores rápidos.

Estas diferenças são explicaras especialmente pela atividade de isoformas específicas do citocromo P450 (CYP450) fato que torna a suplementação da cafeína de difícil predição de sucesso terapêutico. Pessoalmente, quando desejo efeitos semelhantes tendo a optar pela teacrina ao invés de arriscar com a cafeína.

Se você quiser ir além no assunto coloco abaixo um link para uma conversa que fiz com o Prof. Dr. Rui Prediger sobre o tema: CAFEÍNA E SAÚDE MENTAL

https://youtu.be/lnInID2YfJc

 

Um abraço,

Fabrício

11 de Novembro, 2020
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